AS 4 VACINAS MAIS IMPORTANTES PARA SEU DOG

por PLACE DOG

As vacinas para cachorro são um dos fatores mais importantes para o cuidado com a saúde desses animais; Assim como os humanos, os cachorros também podem sofrer com uma série de doenças capazes de ameaçar tanto a saúde e a vida deles , como a de seus donos. Para evitar esse tipo de dor de cabeça, é indicado que as vacinas para cachorro sejam aplicadas corretamente, seguindo o calendário de vacinação. Vale lembrar que todo o processo deve ser organizado e acompanhado por um médico veterinário.

Na verdade, a importância da aplicação das vacinas para cachorro já é bem conhecida pelos tutores. O que muitos ficam na dúvida é em relação as datas que devem ser cumpridas, quais são as mais importantes e para que elas servem. Confira a resposta para essas perguntas e algumas dicas para a vacinação de seu cão.

As principais vacinas
Vacinação para cães

A vacinação dos cães começas a partir dos 45 dias de vida, com aplicação da primeira dose da vacina polivalente, conhecida popularmente como V8 ou V10. A diferença entre as duas está na quantidade de cepas disponíveis para a mesma doença. Essas vacinas atuam na prevenção das seguintes enfermidades: Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina, Adenovirose, Coronavirose Canina, Parainfluenza Canina, Parvovirose Canina e Leptospirose Canina. Conheça um pouco mais sobre cada uma delas abaixo.

Cinomose

É uma virose de extrema importância por ser altamente contagiosa e uma das principais causas de morte entre cães por doença infecciosa. É causada pelo Vírus da Cinomose Canina (VCC) ou pelo Canine Distemper Virus (CDV). A maioria dos animais acometidos são aqueles não vacinados e que estão mais suscetíveis a apresentar baixa imunidade, como os filhotes e idosos. Entretanto, cães de qualquer idade podem adquirir a doença. Seu contágio acontece por meio das vias respiratórias, de secreções e de contato com fômites (objetos que estiveram em contato com algum animal infectado). O vírus da Cinomose pode atingir todo o organismo, mas os principais sintomas estão relacionados ao sistema respiratório, sistema imune e neurológico. Em muitos casos o prognóstico não é bom devido à alta taxa de mortalidade da doença. Em casos de sobrevivência, os cães podem ficar com sequelas neurológicas.

Hepatite Infecciosa Canina

A Hepatite Infecciosa Canina (HIC) é uma infecção viral causada pelo adenovírus canino tipo 1 (CAV-1). A enfermidade pode atingir todo o organismo, mas é conhecida principalmente causar sérios danos ao fígado do cão, a exemplo da necrose hepática e da hepatite aguda. Por apresentar alterações nesse órgão, é comum também encontrar manifestações neurológicas decorrentes da encefalopatia hepática, que nada mais é que problemas neurológicos causados pelo acúmulo de toxinas no sangue, ocasionados pela perda da função do fígado. Na maioria dos casos, os cães infectados manifestam a doença de forma aguda ou superaguda. No caso de uma infecção superaguda, o animal pode vir a óbito em questão de horas. Seu contágio ocorre através de exposição oronasal e a eliminação é feita por meio da urina (durante o período de 6 a 9 meses após a recuperação) e das secreções.

Adenovirose

É ocasionada pelo adenovírus canino tipo 2 (CAV-2), um dos possíveis agentes causadores da gripe dos cães. Esse tipo de vírus provoca nos cães uma infecção respiratória, com frequentes episódios de tosse, febre, secreções nasais e espirros, além de bastante apatia. Em casos de evolução da doença, os cães podem apresentar pneumonia, agravando ainda mais o quadro clínico. A transmissão normalmente está associada com locais de alta densidade populacional, como pet shops, canis e hotéis. As formas de transmissão mais comuns são: contato direto ou indireto dos cães, pelo ar, secreções respiratórias e por fômites.

Parainfluenza canina

O vírus da Parainfluenza canina também é um dos possíveis agentes causadores da gripe dos cães. Portanto, assim como a Adenovirose, a doença é bastante contagiosa e prejudicial ao sistema respiratório dos animais. A transmissão acontece através de pequenas gotas que os cachorros eliminam pelo nariz ou boca.

Coronavirose canina

É causada pelo coronavírus canino, sendo rapidamente disseminada no ambiente, provocando problemas intestinais nos animais. O contágio dessa doença acontece por meio da ingestão de alimentos ou fezes contaminadas com o vírus. Fômites contaminados também podem ser uma das fontes de infecção. Quando dentro do organismo, o microrganismo atinge o intestino delgado, provocando quadros de diarreia e má absorção dos nutrientes. Caso os sintomas não sejam tratados no início da doença, o cão acometido pode vir a óbito.

Parvovirose canina

É uma doença altamente contagiosa provocada pelo parvovírus, um vírus muito resistente e difícil de eliminar do ambiente. É conhecida por apresentar uma alta taxa de mortalidade em filhotes infectados não vacinados. A eliminação viral acontece pelas fezes e a contaminação é direta (oro-fecal). Quando infectados, os cães costumam apresentar principalmente diarreia (com sangue ou não), desidratação e febre, sinais semelhantes aos da Coronavirose canina. Por ser uma zoonose (transmissível para o homem), a enfermidade ganha bastante destaque, sendo a vacinação a melhor forma de prevenção.

Leptospirose canina

A Leptospirose é uma zoonose conhecida mundialmente, e os cães juntos com os ratos são os maiores reservatórios da bactéria causadora (geralmente Leptospira canicola e Leptospira icterohaemorrhagiae). A infecção normalmente acontece por meio do contato com água e alimentos contaminados com urina, fômites ou carcaça de animais também contaminados. A bactéria atinge vários órgãos, sendo os rins e o fígado os mais acometidos. Os animais portadores da doença possuem prognóstico reservado, podendo vir a óbito se não forem tratados.

Raiva

Acima foi abordada a vacina polivalente que é fortemente recomendada para todos os cães que estejam em boa condição imunológica. Já a vacinação anual contra a raiva é obrigatória por lei. A raiva é uma zoonose que atinge todos os mamíferos (inclusive humanos), apresentando mortalidade de quase 100% nos indivíduos infectados. Portanto, a única forma de controlar a enfermidade é através da vacinação, quebrando o ciclo de transmissão. O tutor deve identificar, no comprovante de vacinação, o nome do animal e nº do Registro Geral Animal – RGA. Este comprovante é um documento, atestando a vacinação contra a raiva do animal, com validade de um ano e necessário para obtenção do RGA.

Tosse dos Canis
Ela é passada pelas gotas de tosses ou espirros de um cão doente para um sadio. Dentre as vacinas para cachorros esta pode não ser só por meio de agulha, mas também através da inserção via nasal.
Entre os sinais clínicos podem ser destacados a tosse seca e áspera, espirros e secreção no nariz. Quando ela não é tratada, pode virar pneumonia e, então, irreversível.
Os cães que já estão com alguma doença são os mais suscetíveis a ela, explicando a extrema necessidade das vacinas para cachorros serem iniciadas o quanto antes, já que esta faz parte da segunda dose (em torno dos dois meses e meio de vida do peludo) e deve ser reaplicada ano a ano.

Quando aplicar as vacinas para cachorro?
A recomendação é que as vacinas comecem a ser aplicadas desde a fase filhote do cachorro, quando o organismo dele já puder receber as doses. Dessa forma ele estará protegido desde cedo e correrá menos riscos de pegar alguma doença. Geralmente a imunização inicial do cachorro começa aos 30 dias de vida com o uso do vermífugo , continua em torno dos 40 dias com a aplicação da primeira dose de v8 ou v10 e anti-pugas, se estende aos 60 dias com a vacina contra a tosse e vai até em torno dos 120 dias com a vacina antirrábica. Durante esse calendário de vacinação há a repetição da dose de algumas delas, é o caso da v8 e v10, tosse e antirrábica. É preciso ficar bem atento em relação a isso.
Caso todos esses prazos tenham sido perdidos pelo dono ou um cachorro adulto não tenha recebido as vacinas necessárias o procedimento é um pouco diferente. Eles receberão três doses das vacinas polivalentes v8 ou v10 e uma da antirrábica. O mesmo serve para cachorro que não se sabe a procedência e se ele já foi vacinado, é o caso dos animais adotados da rua, por exemplo.
A necessidade de tomar outros tipos de vacinas além dessas vai depender da região onde o animal vive e da recomendação do veterinário.

 

Tabela de Vacinação

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